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Professora morre 4 dias após ataque a facadas em Araranguá

Segurança

há 4 dias


19/04/2026 12h09


A professora Jadna Custódia Ferreira Vieira, de 55 anos, não resistiu aos ferimentos e faleceu na manhã deste domingo (19), no Hospital Regional de Araranguá. Ela estava internada desde a última quarta-feira (15), quando foi vítima de um ataque a facadas no pátio de sua residência, localizada no bairro Urussanguinha, em Araranguá.

 

O crime ocorreu por volta das 8h, na rua Caetano Lummertz, a poucos metros da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), situada na mesma via. Jadna foi surpreendida enquanto se preparava para sair de casa.

 

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, a vítima foi encontrada caída ao lado de uma motocicleta, com diversos ferimentos provocados por arma branca, principalmente na região do tronco, costas e lombar. Ela foi encaminhada em estado grave ao hospital, passou por procedimento cirúrgico de emergência, mas permaneceu internada em condição crítica até a confirmação do óbito.

 

No local do crime, a Polícia Militar encontrou um simulacro de arma de fogo no gramado. Como não houve indícios de roubo, o caso foi inicialmente tratado como tentativa de feminicídio. Com a morte da vítima, a ocorrência passa a ser investigada como feminicídio consumado.

Relatos colhidos pelas autoridades indicam que um homem teria sido visto nas proximidades da residência dias antes do crime, possivelmente observando a rotina da professora, o que levanta a hipótese de ação premeditada.

 

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Na véspera da morte, no sábado (18), um grupo de mulheres realizou uma caminhada em apoio à vítima. A mobilização partiu da frente da DPCAMI e seguiu até a residência de Jadna, reunindo dezenas de participantes que pediam justiça e mais segurança para as mulheres no município.

 

Conforme dados mencionados por integrantes do movimento, Santa Catarina registrou 52 casos de feminicídio no último ano, evidenciando a gravidade da violência contra a mulher no estado.

 

A investigação está sob responsabilidade da Divisão de Investigação Criminal (DIC), em conjunto com a DPCAMI de Araranguá. Segundo o delegado responsável pelo caso, as apurações estão avançadas e a hipótese de envolvimento de um morador de rua já foi descartada.

Até o momento, nenhum suspeito foi detido, e a arma utilizada no crime ainda não foi localizada. O caso segue em investigação.

Fonte: Imagem Divulgação

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