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Amor que virou força: a emocionante trajetória de Patrícia ao lado dos filhos Leonardo e Lorenzo

Geral

há 1 hora


10/05/2026 08h00


Uma maternidade vivida em diferentes fases da vida

 

Forquilhinha - A chegada de um filho costuma transformar completamente a vida de uma mãe. Para Patrícia Amândio Floriano, de 46 anos, essa transformação aconteceu duas vezes — em momentos bem diferentes da vida. Mãe de Leonardo, de 24 anos, ela viu a rotina ganhar um novo significado há dois anos, com o nascimento do pequeno Lorenzo.

 

Ao lado do esposo Marcos, Patrícia viveu novamente a maternidade após mais de duas décadas. A segunda gestação não foi planejada, mas foi recebida com amor pela família.

 

A descoberta da síndrome de Down e os desafios da saúde

 

Durante a gestação, a única alteração identificada nos exames foi uma cardiopatia no bebê, condição que levantou a suspeita de síndrome de Down. Mesmo com a possibilidade, Patrícia preferiu não realizar exames invasivos para confirmação.

 

“A nossa maior preocupação era o coração dele. O importante era ele ter vida”, relembra. Lorenzo nasceu no dia 29 de abril, uma semana antes do previsto. A confirmação da T21 (que é a denominação genética para a Síndrome de Down) aconteceu ainda no hospital, logo após o parto. Apesar do impacto da notícia, Patrícia diz que o sentimento naquele momento foi apenas de acolhimento ao filho que acabava de chegar. “Para nós, era o Lorenzo nascendo. Não era a síndrome.”, conta.

 

Pouco tempo depois, vieram os momentos mais difíceis. Lorenzo precisou enfrentar cirurgias cardíacas e passou dias internado na UTI. Foram períodos de medo e insegurança, mas também de muita fé.

 

Fé, oração e rede de apoio

 

Patrícia acredita que a recuperação do filho foi resultado da união entre os cuidados médicos, a oração e o apoio recebido da família e de amigos. “Ele é um milagre. Muitas pessoas se uniram em oração pelo Lorenzo e eu acredito muito no poder da fé.”, completa. Segundo ela, foi justamente nos momentos mais delicados que encontrou forças para continuar. Ela afirma ainda que, nos momentos mais difíceis, encontrou força em Deus e na devoção à Nossa Senhora. “O amor que eu tenho pelo meu filho se transformou em força. E essa força vinha de Deus. Eu pedia para Maria me ensinar a ter a mesma força que ela teve ao ver o filho dela na cruz.”, afirma. 

 

Além da fé, a família contou com o apoio de profissionais que acompanham Lorenzo até hoje. Patrícia define muitos deles como “anjos” colocados no caminho da família.

 

A rotina de cuidados e aprendizados

 

Hoje, Lorenzo leva uma vida saudável e realiza acompanhamentos médicos e terapias. Pela manhã, Patrícia trabalha enquanto o menino fica com a babá. À tarde, a rotina é dedicada aos atendimentos e estímulos importantes para o desenvolvimento dele. Ao lado dela em todos os momentos está o esposo Marcos, parceiro na criação dos filhos e no enfrentamento dos desafios diários. 


Entre consultas, terapias e momentos simples do cotidiano, Patrícia segue vivendo a maternidade com a mesma intensidade de quando foi mãe pela primeira vez — agora com ainda mais fé, experiência e amor. A mãe admite que um dos maiores desafios da família foi — e ainda é — controlar a superproteção. “A gente erra tentando acertar. Hoje eu entendo que o Lorenzo precisa viver desafios, criar autonomia e ter oportunidades para se desenvolver.”

 

Para Patrícia, porém, a maior lição veio justamente da forma como escolheu enxergar o filho: não pela condição genética, mas pela essência dele.

 

“O Lorenzo não é a síndrome de Down. Isso é apenas uma condição que ele tem. Assim como o Leonardo é tímido, o Lorenzo tem a T21. Mas acima de tudo ele é o Lorenzo.”, conclui.

 

Entre consultas, terapias e cuidados, Patrícia segue acreditando no poder da fé, do amor e da inclusão. E quando fala do filho caçula, a emoção toma conta da voz.

 

Neste Dia das Mães, ao ver Lorenzo sorrindo, brincando e vivendo cercado de amor Patrícia celebra muito mais do que a maternidade. Ela celebra a vida, a fé e o amor que encontrou nos filhos. Depois de enfrentar dias difíceis entre hospitais, cirurgias e orações, hoje ela vê em Lorenzo e Leonardo a maior prova de que o amor de mãe é capaz de transformar medo em força e desafios em esperança. “Ser mãe é viver por eles todos os dias. E o Lorenzo me ensinou que os milagres existem, principalmente quando o amor caminha junto com a fé.”

Fonte: Mariane Rodrigues - Jornal Volta Grande

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