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Por unanimidade, população de Balneário Gaivota rejeita Unidades de Conservação
Cidades
há 8 horas
11/06/2026 07h10

Em audiência pública realizada na noite de quarta-feira, 10 de junho, na Câmara de Vereadores, autoridades e representantes da sociedade civil organizada votaram por unanimidade contra a instalação de duas Unidades de Conservação em Balneário Gaivota.
A proposta abrangia quase 1.000 hectares, o que, segundo lideranças locais, comprometeria o desenvolvimento sustentável do município — atualmente o 3º que mais cresce em Santa Catarina e o 9º em nível nacional.
Com a casa do povo completamente lotada, chamou a atenção a ausência do Procurador Geral da República sediado em Criciúma, Demerval Ribeiro Vianna Filho. A mesa diretora dos trabalhos contou com as seguintes autoridades:
Everaldo dos Santos (Kekinha): Prefeito Municipal
Jonatã Coelho: Vice-prefeito
Jaison Leal Pereira: Presidente da Câmara
José Fernando Borges: Procurador Geral do Município
Dra. Natane Clemes Costamilan: Procuradora da Câmara de Vereadores
Tiago Madrid: Secretário de Meio Ambiente
Professor Dr. Sérgio Luciano Galatto: Representante da UNESC, que explanou sobre estudos para viabilizar um plano focado no desenvolvimento sustentável.
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Sociedade civil unida contra a proposta
Após os pronunciamentos das autoridades — que rejeitaram o plano do Ministério Público Federal (MPF) de impor as restrições ambientais —, manifestaram-se representantes de corretores, empresários, presidentes da ACIBG e do CRECI (local e regional), associações de moradores e proprietários das áreas afetadas. Na votação final, a população rejeitou em massa as duas Unidades de Conservação.
Prefeito Kekinha: "Querem inviabilizar nosso município"
O chefe do executivo explicou que a proposta do MPF exige que a Prefeitura indenize as famílias que perderiam suas terras, um custo estimado que ultrapassa R$ 500 milhões.
Kekinha destacou que a atual gestão investe pesado na mobilidade e no turismo, com obras de grande impacto como a rodovia Caminhos do Mar e o segundo acesso.
"Gaivota não pode parar! Esse processo se arrasta desde 2009 e agora chegou o momento de a sociedade dizer não. Desde que assumimos, investimos na preservação ambiental real: já temos mais de mil hectares conservados, incluindo o Parque da Lagoa Cortada. Vamos continuar unidos para vencer", conclamou o prefeito.
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