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Duas mulheres são presas por vender carnes de creches

Segurança

há 6 anos


22/10/2019 09h17 - Atualizado em 22/10/2019 09h22


Mulheres receptavam e vendiam os produtos que deviam servir à merenda das crianças em Criciúma

A Polícia Civil em Criciúma desarticulou um esquema de desvio de carnes de merenda escolar em Criciúma. Duas receptadoras foram presas em flagrante. As mulheres revendiam as carnes desviadas de merenda escolar de creches da cidade.

Coordenadores da instituição responsável pelo fornecimento das merendas escolares para o município procuraram a Polícia Civil para formalizar a denúncia. As investigações identificaram possível desvio de toneladas de carnes, tendo a participação de uma nutricionista da Afasc (Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma, gestora das creches do município) no esquema. Durante o cumprimento da busca e apreensão na manhã desta segunda-feira, 21, na casa de uma das suspeitas, foram apreendidos aproximadamente 40 quilos de peito de frango que deveriam ser entregues nas creches, anotações referentes às vendas e R$ 2.250,00 em espécie, provenientes da venda do produto do crime.

As mulheres foram presas e se encontram à disposição da Justiça. As investigações seguem para elucidação dos crimes de peculato e associação criminosa.

Afasc emite nota

Em resposta, a Afasc emitiu uma nota no fim da tarde desta segunda-feira. Nela, a entidade reitera apoio para as investigações e confirma que uma funcionária da instituição está entre as mulheres presas. 

Delegado Túlio Falcão fala sobre a pena que as mulheres presas podem pegar se forem condenadas

“Os indícios apontam que vem desde novembro do ano passado, mas não era com elementos tão voluptuosos como vem acontecendo agora. Com esse desvio, a associação ficou sabendo e procurou a Polícia para elucidar o caso. Uma tonelada foi desviada em outubro e uma tonelada seria desviada novamente em novembro”, contou o delegado.

A informação sobre os desvios foi passada por funcionários da instituição que fazia o fornecimento das carnes para o município. O produto vinha sendo desviado por uma nutricionista da Afasc. Então os funcionários da prestadora do serviço ligaram para a Polícia e passaram as informações, dando início a investigação.

As carnes eram entregues para outra mulher, responsável por fazer a venda dos produtos. As vendas aconteciam em uma casa, onde a Polícia encontrou aproximadamente 50 quilos de peito de frango, além de anotações, que comprovaram o planejamento para novembro e mais R$ 2.250,00 em espécie.

“Teve a confissão da receptadora. Ela dizia que não sabia que os alimentos eram produtos de crime. Mas, você receber duas toneladas como pagamento de dívida, sabendo que sua comparsa trabalha em uma creche, fica meio fraco o argumento dela”, destacou o delegado. 

E se forem condenadas?

Conforme o delegado, é possível que a nutricionista seja enquadrada por peculato, já que o crime foi contra uma instituição pública. “A pena de peculato é de 2 a 12 anos e a receptação qualificada é de 3 até 8 anos, porque é uma atividade comercial e clandestina, na própria residência”, destacou.

 

Fonte: Portal 4oito

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