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Crianças devem ou não participar da fantasia do Papai Noel?

Geral

há 3 anos


24/12/2022 10h53 - Atualizado em 24/12/2022 10h53


Segundo especialistas, é possível entrar na brincadeira do Natal sem subestimar o papel do lúdico e da imaginação dos pequenos

 

Shoppings lotados, um trono com decorações luminosas e aquela foto ao lado de um senhor de barba e cabelos brancos distribuindo doces num saco vermelho. O Natal tem seus clássicos e um deles é a criança que chora quando encontra o Papai Noel. Algumas se assustam, outras se emocionam. Por que será que o bom velhinho causa tanto frenesi?

Até os sete anos, é muito comum que o real e o imaginário se confundam para as crianças. “Elas escutam histórias e constroem uma representação do que é o Papai Noel, mas há diferenças quando aquela figura aparece na frente delas, e isso pode causar estranhamento”, afirma a psicóloga especializada em desenvolvimento infantil, Mayara Martins Pereira. 

“O medo, como parte da condição humana, costuma se manifestar diante daquilo que é novo”

Ainda no contexto do desconhecido, é preciso observar quais as narrativas construídas em torno do personagem, já que elas influenciam na hora de fixar uma imagem mais positiva, curiosa, negativa ou até mesmo suspeita. Por exemplo, se pais e mães dizem que a criança só irá ganhar presente do Papai Noel se obedecerem e forem “boazinhas”, o que pode passar na cabeça dela quando se deparar com aquele ser onipresente que vigiou a família o ano todo?

“Para as famílias que celebram o Natal, é mais interessante deixar as crianças vivenciarem a fantasia, dialogando sobre generosidade e união, do que barganhar ou castigar”, sugere a psicóloga.  

 

O desconforto também pode surgir com a pressão dos adultos por aquela interação. Enquanto as famílias aguardam ansiosas para filmar ou fotografar o momento, será que alguém lembrou de perguntar para as crianças se elas querem mesmo abraçar o Papai Noel? “Se ela não quiser, não significa que é mal-educada ou não está se divertindo, mas a criança tem consciência do seu corpo e seus limites, e forçá-la a interagir com um desconhecido pode ser desconfortável”, diz.

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