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Sem medo da paternidade

Geral

há 3 anos


14/08/2022 11h39 - Atualizado em 14/08/2022 11h40


Filipe Fabian Ávila Nunes, morador de Jacinto Machado/SC, tem 34 anos e três filhos. Conheceu o universo da paternidade ainda jovem, aos 17 anos. Hoje, seu filho mais velho tem a mesma idade em que ele foi pai pela primeira vez. Ou seja, Eduardo está com 17 anos, Isadora com 15 e Laura com 7 anos. Todos moram juntos, exceto Laura, que reside com a mãe.

Hoje é comum encontrarmos pais jovens, inclusive em cidades menores. Mas Filipe viveu isso em um momento diferente. “Foi muito difícil, pois eu era uma criança ainda. Naquela época via meus amigos seguindo a vida normalmente e eu precisei ter mais responsabilidades. Desde o primeiro dia em que soube que seria pai, resolvi que iria cuidar dele. Então tive que adquirir uma postura diferente, com mais responsabilidade”, conta. 

Filipe contou com a ajuda irrestrita de seus pais, e quando sua mãe não estava mais entre eles, sua irmã Mariane, que sempre foi presente, ocupou um espaço importante nessa história. “Meus sentimentos em relação a paternidade é que você aprende a ter um amor incondicional por outro ser. Você vê seu sangue fluindo em outras veias. Você forma outro ser humano. Minha vida foi muito difícil! Muito! Mas se existisse a chance de voltar atrás, faria exatamente tudo igual. Amo minha família e principalmente a minha vida”, explica.

Para o empresário, a paternidade tem suas facilidades e obstáculos. “A única coisa fácil é que, com filhos já crescidos, você não lava mais a louça (risos). Já a parte mais difícil que acredito, é a formação do caráter, pois muitas vezes a rua inverte a educação. Apesar disso, por se ser pai jovem, você acaba sabendo das novidades mais rápido, fica por dentro das “malandragens”, afirma.

Com o tempo passando, Filipe começa a perceber diferenças na própria paternidade. “Cada vez mais vejo que os pais estão mais atenciosos e carinhosos comprados com pais de outras gerações, até mesmo como nossos pais e avós. O problema é que hoje a sociedade tem mais interferência na própria criação dos filhos, onde fica mais difícil a educação”, reflete Filipe.

Com um bom número de filhos, mas sem descartar o crescimento da família, Filipe conta o que costuma fazer no dia a dia. “Como os dois mais velhos estão na adolescência, os pais acabam ficando mais de lado. Hoje eles me acompanham mais no trabalho, do que nos divertimos. A forma que encontrei de brincar é “zoando”. Quando estamos todos juntos, as gargalhadas são constantes”.

A Laura chegou no seu segundo relacionamento, para revolucionar toda a família. Filipe já estava mais experiente com a paternidade e pode aproveitar melhor cada fase. “Aos 17 ou aos 34 anos, meu desejo sempre foi repassar aos meus filhos o que meu pai me ensinou: Caráter, honestidade e principalmente determinação para correr atrás de seus objetivos. Não ter medo de arriscar e trabalhar muito. Posso dizer que eles estão no caminho certo”, finaliza orgulhoso.

Ao que tudo indica eles estão mesmo neste caminho de amor e carinho. Após contar sua história, chegou a hora de Filipe ser homenageado da forma mais pura e emocionante que pode existir: Saber como seus filhos lhe descrevem.

“Meu papai é lindo, legal, muito querido e me ajuda nas tarefas. O que eu mais gosto nele é o amor, o carinho e a boniteza” – Laura

“Ele é um pai responsável, brincalhão e muito carinhoso. O que eu mais gosto nele é o abraço, que me acalma, onde me sinto confortável e segura” – Isadora.

“Meu pai é o meu herói. Ele é simpático e as vezes um pouco estressado. Mas, o que mais gosto nele é a alegria” - Eduardo

Fonte: Jornal Volta Grande

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