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“Faço por amor, não posso desanimar”

Geral

há 4 anos


08/08/2021 13h05 - Atualizado em 08/08/2021 22h00


Hoje é celebrado o Dia dos Pais. Cada um com uma história, cada um de um jeito, seja ele qual for o Pai é uma figura importante na vida e na criação de um filho(a). E seu Donato Preis é um exemplo de Pai, isso porque ele faz o papel de Mãe e Pai da filha Andreia, de 41 anos que é especial e totalmente dependente do Pai. 

Ele que é Natural de Forquilhinha, morou muitos anos na Linha Eyng e atualmente mora no bairro Santa Isabel, tem além de Andreia mais dois filhos Daniel e Eduardo e é casado há mais de 40 anos com Albertina.

Se aposentou trabalhando na JBS antiga Agro Eliane, mas trabalhou na agricultura até os 18 anos ajudando o pai.

Mas o que chama a atenção na história de seu Donato é o amor e a dedicação que ele tem pelos filhos, hoje um pouco mais pela filha que é deficiente.

“Minha esposa desde que ganhou as meninas, ela teve depressão pós parto e recaída e só vive na cama. Não sai de casa pra nada. E desde 1984 vivia internada no Hospital do Rio Maina, então era eu que tinha que cuidar dos meus filhos. Ela nunca me ajudou e até hoje é tudo eu que faço. Quando eu trabalhava sempre dependia dos outros pra me ajudar com ela, dai quando me aposentei eu entrei pra dentro de casa e comecei a fazer tudo. Cuidar dela, limpar a casa, lavar roupa, fazer comida” Relata Donato.

“Meu pai não ajudava nada em casa, eu tinha 15 irmãos. Ele sentava na mesa até o café dele tinha que estar servido. Então eu comecei desde cedo ajudar minha mãe. E depois que comecei trabalhar fora sempre aprendi a fazer as coisas. Depois casei com 5 anos de casado eu tive que aprender a fazer tudo as coisas de casa”, conta o simpático senhor.

“Faço por amor, não posso desanimar”

Ele conta ainda que tem uma rotina bem cansativa, pois como tem a filha especial, tem que fazer tudo, pois é praticamente só ele que cuida integralmente dela. “Ela nasceu prematura, ficou na incubadora. Na verdade, ela era gêmea com outra menina que viveu só 1 dia depois morreu, e então ficou essa minha filha com deficiência física e mental. Falava um pouco, mas hoje não fala mais. Toma muito remédio controlado. E além disso, eu que tenho que dar banho, trocar fralda, dar comida na boca”, completa o aposentado.  

Um senhor calmo e totalmente dedicado no que faz, Seu Donato conta que sempre cuidou dos filhos sozinho. “Eu faço por amor aos meus filhos, hoje os dois homens já são casados então me dedico mais a ela, é uma rotina cansativa, mas já acostumei. Único problema é que não posso sair muito, nem pensar ficar 1 dia todo fora de casa, porque senão não dou conta. Igual domingo meu filho convidou pra ir no quiosque dele mas eu tava com o varal cheio de roupa. E de manhã até trocar ela, dar comida, dar os remédios vai quase duas horas pra depois eu poder fazer o resto das coisas”, explica Donato.

Além de todo trabalho ele relata que gasta bastante com remédios e que ele não conseguiu aposentar a filha, e até pouco tempo ele tinha que se virar com a única renda que vinha da sua aposentadoria. Há pouco tempo a esposa conseguiu se aposentar. E ele começou a ter ajuda da Prefeitura com alguns remédios e parte das fraldas que a filha utiliza. 

Mas mesmo com toda dificuldade e cansaço pela rotina, ele conta que é feliz. “Pai não é só pra colocar filho no mundo, tem que participar e eu me sinto bem porque sei que to fazendo pela minha filha. Não dizer que é fácil, pois não é, mas é meu papel de Pai. Não posso me queixar dizendo que é demais pra mim, porque me conforto pensando que Deus não dá a cruz maior que a gente pode carregar. Não posso desanimar, senão como é que fica né?” conclui o Pai com sorriso no rosto

Ele conta ainda que antes da pandemia gostava de jogar bocha, mas que tudo depende da filha, se dava certo, ele ia.

Fonte: Mariane Rodrigues - Jornal Volta Grande

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