Chuva causa prejuízos no Sul do Estado
Geral
há 12 anos
29/08/2013 15h00
Região – Com a grande quantidade de chuva que caiu em Santa Catarina desde o final da semana passada, várias cidades registraram prejuízos, algumas decretando até situação de emergência. Na tarde abafada de quinta-feira (22), um forte vento sul atingiu gradativamente os municípios, trazendo uma frente fria e chuva, muita chuva, que só deu trégua na terça-feira (27). O volume de chuva ultrapassou a média entre 110 e 130 mm, esperados para o mês de agosto.
Araranguá, Sombrio, Passo de Torres e Timbé do Sul decretaram situação de emergência.
Araranguá
O nível do Rio Araranguá, que ultrapassou o nível crítico na segunda-feira (26), continua alto, mas já baixou alguns centímetros. O nível está sendo monitorado, e as 70 famílias removidas de suas casas na segunda-feira (26) nos bairros Barranca e Baixadinha, devem esperar pelo menos mais três dias em abrigos improvisados nos Centros Comunitários da Vila São José e da Coloninha. A Prefeitura se mobiliza para angariar mantimentos e suprimentos de assistência, principalmente roupas quentes, cobertores e colchões.
Trechos da SC-290 e SC-449 chegaram a ser interditados devido ao acúmulo de água na pista.
Sombrio
Em Sombrio algumas famílias também ficaram desabrigadas. “O decreto de situação de emergência é exatamente para declarar que os problemas gerados pelas chuvas estão acima da nossa capacidade de atendimento, seja com estradas, ruas, pontes, prejuízos agrícolas, terrenos e casas que foram invadidos pela água”, explica Zênio.
“Aqui no Vale do Araranguá, Sombrio e Araranguá foram as mais castigadas pela chuva, com isolamento de comunidades e famílias que tiveram que abandonar suas casas”, salienta Rosinei da Silveira, coordenador regional da Defesa Civil.
Após o decreto, o prefeito encaminhou imediatamente o pedido de obras de recuperação de estradas, ruas e pontes, e construção de novas casas, para três, das 12 famílias que tiveram que abandonar seus lares, já que as outras nove têm soluções mais simples a serem encaminhadas. "Nossa preocupação é com as famílias que sofreram e correm o risco de sofrer de novo em caso de nova sequência de chuva, com a situação que se encontram as estradas, pontes e ruas de Sombrio, enfim, precisamos de soluções urgentes e estamos buscando isso no decreto e no ofício aos governos Federal e Estadual", conclui Zênio.
Timbé do Sul
Em Timbé do Sul, dos mais de 600 km de estradas rurais, 500km foram danificados e, aproximadamente, 13 km foram completamente destruídos. Prejuízos que preocupam a Administração Municipal. “Foram diversos danos materiais. Para reparar estes 500 km contabilizamos R$ 300 mil para pagamento das horas máquina da patrola e cascalho”, declarou o prefeito, Eclair Alves Coelho.
O município apresenta nove cabeceiras, sendo que estas são maioria das nascentes da Bacia do Rio Araranguá. Os rios invadiram terrenos agrícolas, mas ainda não haviam sido plantadas as culturas de fumo e milho. “Outro detalhe foi a terra para o plantio, que foi danificada”, lembrou o prefeito.
A Defesa Civil Municipal vem acompanhando todo o processo ocasionado pela forte chuva. Doze pontes foram danificadas. “Para que sejam refeitas será necessário um investimento aproximado de R$ 1.400.000 milhão, além dos 13 km de estradas destruídas, que devem contabilizar R$ 400 mil, devido o pagamento destas horas máquina”, comentou a coordenadora da Defesa Civil de Timbé do Sul, Josélia Scot Pezente.
Os rios também entram para a contabilidade dos prejuízos. Muitos saíram do leito comum. Para que não tragam ameaças a população será necessário desaçoriar. “Isto nos pede, aproximadamente, 500 horas de máquina, totalizando R$ 100 mil”, destacou Eclair.
Estes, dentre outros problemas, trouxeram preocupações para a administração. “Estamos buscando alternativas para minimizar estes danos. Primeiramente foi decretar estado de emergência. Em seguida, priorizar os trabalhos mais preocupantes, principalmente dar acesso adequado a população”, frisou o prefeito.
O município necessita de máquinas como patrola, carregadeira e escavadeira hidráulica. O serviço prestado hoje é terceirizado. “Fizemos pedidos de emendas parlamentares e estamos na esperança de recebê-las. Estamos tentando acelerar este processo de reparos pós-chuva para resolver os problemas o mais rápido possível”, explicou Eclair.
Passo de Torres
Em Passo de Torres há famílias desalojadas na Vila Ribeiro por conta de alagamentos, fazendo com que a Prefeitura Municipal decretasse situação de emergência.
São João do Sul e Praia Grande
Várias estradas de São João do Sul e Praia Grande ficaram inundadas. No trecho próximo a ponte, há 3 km da BR 101, que liga os dois municípios, registrou quase um metro de água na pista. Motoristas de veículos pequenos precisaram usar o desvio, via Três Coqueiros, o que atrasa mais de 40 minutos a viagem, pois devido à chuva, está em péssimo estado, cheio de buracos. Mesmo interditada, alguns motoristas de camionetes arriscaram a passagem pelo local.
Jacinto Machado
Em Jacinto Machado, 100 famílias de seis comunidades foram isoladas, pois a estrada do Picadão acumulou 80 centímetros de água. Cabeceiras de pontes também foram alagadas e o Rio Pinheirinho, que corta Jacinto Machado, ficou pelo menos um metro acima do nível normal.
Meleiro
No Município de Meleiro três comunidades ficaram isoladas, devido à pontos de inundação em vias bloqueando acessos. Os rios Manoel Alves e Cedros ficaram represados pelo Rio Araranguá.
Morro Grande
Em Morro Grande algumas comunidades registraram alagamentos, principalmente áreas de encostas. A cabeceira da ponte da comunidade de Santa Luzia foi danificada, assim como o leito da estrada que passa por ali, deixando o tráfego interrompido. Na terça-feira (27) máquinas da Prefeitura Municipal já estavam no local para a recuperação da ponte e da estrada, sendo que as demais ruas vicinais receberão manutenção no término deste primeiro trabalho.
Porém o fato que mais preocupa os moradores e a Administração Municipal é uma grande rocha localizada no morro aos fundos da Igreja Católica do Centro de Morro Grande. Segundo o prefeito, Valdionir Rocha, em fevereiro deste ano, após fortes enxurradas, a vegetação que cobria a rocha deslizou. Com a pedra à mostra foi possível acompanhar que a mesma tem frestas, rachaduras que aparentemente parecem estar soltando a rocha aos poucos. “Nós estamos encaminhando um pedido à Defesa Civil Estadual, para que envie uma equipe técnica para a cidade, para realizar um estudo e verificar se há o risco da pedra cair. Moradores do Centro já demonstram uma grande preocupação, já que se a rocha, que é do tamanho do prédio da prefeitura, descolar do morro, pode causar sérios danos, atingindo 50% do Centro. Uma família que mora próximo ao local já se mudou por medo, e outra família pretende se mudar em breve”, disse o prefeito.
Forquilhinha
Em Forquilhinha a comunidade de São Pedro ficou com a Estrada Geral intransitável, deixando cerca de 15 famílias ilhadas.
Além disso, o forte vento que atingiu toda a região na tarde de quinta-feira (22), fez estragos no Estádio do Pinheirão, no Bairro Ouro Negro. O telhado galvanizado de uma das arquibancadas, entortou para trás, quase vôou, e ficou pendurado na estrutura. O telhado danificado foi retirado na mesma tarde por uma empresa especializada. Algumas rachaduras chegaram a aparecer na arquibancada depois do vento, mas o engenheiro da prefeitura que estava no local afirmou que isso não compromete a construção.
Nova Veneza
Em Nova Veneza o acesso a três comunidades no interior ficou comprometido, sendo elas a estrada de Linha Reta, Linha de Mattia e São Francisco. O prefeito Evandro Gava, o secretário de obras, Ranier Amboni e o chefe de gabinete, Junior Bortolotto, percorreram o município, mas avaliam que a situação ficou sob controle. Algumas famílias da comunidade de Rio Cedro Alto chegaram a ficar isoladas, porque o rio encobriu o acesso.
Situação atual
O tempo se estabilizou na terça-feira (27) e deve permanecer assim até o final de semana, quando no domingo (01) podem ocorrer pancadas de chuva isoladas.
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