Forquilhinha quer justiça
Geral
há 12 anos
08/07/2013 15h00
Após a morte do jovem Douglas de 22 anos, população se revolta contra atitude tomada por policiais
Forquilhinha - Familiares, amigos e comunidade em geral, que estão indignados com a morte do jovem Douglas Milanez Rocha, 22 anos, que foi morto por uma bala disparada pela Polícia Civil, e atropelado por uma viatura descaracterizada, se manifestaram na manhã desta segunda-feira (8). Munidos de faixas e cartazes, com frases pedindo por justiça, eles se concentraram na frente da Prefeitura Municipal de Forquilhinha, e aguardavam pelo término de uma reunião entre o prefeito Lei Alexandre, o presidente do legislativo, Dimas Kammer, vereadores, e alguns familiares e amigos.
No encontro, Dimas colocou a assessoria jurídica da Câmara de Vereadores à disposição da família. “Nosso jurídico está a disposição da família. Considero com esse caso que a polícia estava totalmente despreparada, não todos, mas alguns. Esse delegado de Forquilhinha nós sabemos que veio do Rio de Janeiro, e ele estava acostumado a trabalhar com casos pesados nas periferias, e agora aqui em Forquilhinha acabou fazendo essa barbárie”, disse o presidente da Câmara, destacando que no início da tarde uma reunião seria feita com o promotor de justiça, Gabriel Ricardo Zanon Meyer, para a máxima agilização do processo.
Por volta das 9h30min, o grupo de manifestantes seguiu em passeata pela Avenida 25 de julho, até a delegacia da cidade. Lá as pessoas espalharam seus cartazes na frente do prédio, e aguardaram o pronunciamento do Delegado Regional da Polícia Civil de Criciúma, Jorge Koch, e do promotor de justiça, que estavam reunidos com alguns familiares e amigos da vítima. Já eram 11h quando o delegado regional e o promotor foram até a frente da delegacia e se pronunciaram sobre o acontecido.
Com a palavra o delegado regional
“Um inquérito policial será desempenhado pelo delegado Adauto de Souza. A partir de hoje ele possui um prazo de 30 dias para concluir todo o processo, recolher os depoimentos, juntar provas e desenvolver todo o trâmite da investigação”, contou o delegado Jorge Koch.
Adauto de Souza atua na Polícia Civil a mais de 40 anos, e foi escolhido justamente por sua experiência. No ato também foi explicado que o até então delegado responsável pela delegacia de Forquilhinha, Danilo Bandeira Valdetaro, e os dois policiais civis envolvidos na ocorrência, foram afastados do cargo, e que por enquanto vão atuar em Criciúma. Ficou decidido também que quem atuará na delegacia da cidade a partir do dia 17, é o delegado que atualmente responde pela Delegacia de Proteção à Mulher, à Criança, ao Adolescente e ao Idoso de Criciúma, Antônio Márcio Campos Neves.
Ministério Público
O promotor Gabriel disse para a população presente em frente à delegacia, que o Ministério Público vai acompanhar o caso. “Todo o processo será averiguado, todos os depoimentos, para que todas as partes sejam ouvidas. Por isso pedidos para que as pessoas que viram a ocorrência, venham testemunhar sobre o caso”, falou o promotor.
Familiares e amigos querem justiça
Após as informações dadas pelo delegado e pelo promotor a manifestação seguiu até a Ponte Gabriel Arns, bem no Centro da cidade. O local foi fechado por meia hora, e um novo protesto ficou marcado para as 17h30min desta segunda-feira (8), onde a ponte será novamente fechada.
“Ele era um guri 100%. Todos gostavam dele. Desde novinho ele era um orgulho. A alegria dele era trabalhar. Nunca fez nada de errado”, contou o primo de Douglas, Sérgio Luiz de Oliveira.
“O Douglas era tranqüilo. Tinha o trabalho, a igreja e a família acima de tudo. É uma revolta total que sentimos, e inexplicável a covardia que foi feita. O culpado tem que ser punido, porque o que aconteceu com o Douglas pode acontecer com outras pessoas”, declarou a tia da vítima, Norma Moschen Rocha.
“Quando soube que meu primo tinha morrido com tiro da polícia, nada se encaixou. Isso não combina com ele, que nunca teve nenhuma passagem policial. Ele trabalhava desde os 11 anos de idade ajudando o pai dele que era marceneiro, não tinha vícios, era um rapaz exemplar para todos. Queremos justiça, para que isso não aconteça com outras pessoas”, disse o primo Edilberto de Oliveira.
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