Falta de remédio e mau atendimento revolta moradores
Geral
há 13 anos
08/11/2012 15h00
“ Saúde Pública de Jacinto Machado está horrível”, diz a moradora, Elocir dos Santos Maia. Ela juntamente com Nágila Rocha Vitali, Cionei dos Santos Maia e Adriana Correia Gomes, vieram ao jornal Volta Grande para fazer uma denúncia sobre o Posto de Saúde do bairro Arizona, pertencente ao município.
Elocir explica que há algum tempo, o médico responsável pelos atendimentos no posto de saúde não está realizando o trabalho como deveria ser feito. “ Ele não nos trata bem, está grosso e grita com a gente. Até dá de dedo na nossa cara e isso é uma humilhação”, diz a moradora.
Ela relata que na última quarta-feira (7), foi levar a sobrinha ao Posto, junto com a irmã, pois a menina estava com febre e diarréia. Chegando lá esperou a vez, mas havia pessoas que passavam na frente sem respeitar o fato de estar como urgência. “Eles simplesmente disseram que minha filha não se enquadrava como caso emergencial. Eu fui para a fila às cinco horas da manhã e as pessoas chegam e passam na minha frente. Inclusive uma agente de saúde entrou e ficou um tempão conversando com o médico alegando ser prioridade”, diz indignada.
Ao sair do posto, a irmã ouve de uma das agentes que ela deveria procurar era um psiquiatra e não um médico. “ Ela ainda me chamou de louca”, desabafou.
Enfermenrira responsável
A enfermeira responsável pelo Posto do Arizona, Daniela Just Goulart, diz que o fato da agente de saúde ir conversar com o médico realmente aconteceu, mas havia um motivo. “ Nossa agente foi fazer as visitas de rotina e foi agredida por uma moradora. Coisas pessoais delas que acabou afetando o posto. Ela foi pedir atestado, pois estava muito machucada”.
A enfermeira diz que a agente estava arranhada, toda descabelada e com roupas rasgadas, chegou chorando e era emergência.
Daniela acrescenta que o médico jamais foi desrespeitoso com alguém, ela só tenta colocar ordem. “ Pessoas não entendem que há um limite de atendimento, e mesmo assim ele tenta fazer o possível para atender a todos e geralmente o faz. Penso que deve ser ruim chegar em um ambiente de trabalho e só receber críticas, sendo que ele é um bom médico, elas mesmo já o elogiaram”.
Entretanto não é somente sobre os maus atendimento que há reclamações, as mulheres relatam que o médico prioriza o plantão do Hospital São Roque, de Jacinto Machado, e esquece do atendimento no posto. “ Quando tem plantão ele simplesmente vai e deixa os pacientes aqui sem médico. Inclusive na última semana ele foi embora e não atendeu ninguém”.
O caso, segundo a coordenadora de atenção básica do município, Cíntia Fontana, realmente ocorre, pois ele é o diretor técnico do hospital, ou seja, o responsável. “O diretor técnico tem o dever de manter o hospital funcionando e organizado. As vezes o médico plantonista não comparece e ele tem que ir”, explica.
Ela ressalta que o médico precisa fazer visitas domiciliares e que é uma rotina puxada, mas também reconhece que as pessoas precisam e merecem ser bem tratadas. “ É complicado a questão da saúde. Muitas pessoas não entendem também que a visita domiciliar é feita só para pessoas que realmente não tem como se locomover como acamados, paraplégicos ou com deficiência grave”, ressalta.
As mulheres, que se sentiram humilhadas perante a situação informaram ao jornal que iriam registrar um Boletim de Ocorrência. Entretanto não foi possível pois, segundo a delegada da Delegacia Civil do município, Liliane Goulart, o acontecido não é considerado crime para polícia. Ela aconselhou-as a procurar um promotor de justiça, pois esse tipo de caso compete ao Ministério Público.
Prateleiras vazias
Reclamações sobre a falta de medicamento também são constantes. No tempo, aproximadamente meia hora, em que a equipe do Jornal Volta Grande estava realizando a entrevista na Secretaria da Saúde, cinco pessoas saíram do estabelecimento sem o medicamento que necessitava.
O responsável pela farmácia da Secretaria, Claudinei Coelho de Bitencourt, diz que realmente há remédios em falta, mas o problema vem de cima. “ Há uma empresa licitada para nos distribuir remédios e nem sempre tem disponível. Existem remédios que é nossa obrigação fornecer, mas as vezes não tem, e a culpa não é nossa”.
Ele ressalta que a empresa licitada que fornece remédios ao município alega estar com orçamento cheio, ou seja, o dinheiro repassado pelo governo ao município acabou e não tem como fornecer remédios de graça e o resultado disso são as prateleiras vazias.
Remédios vencidos
Claudinei Coelho de Bitencourt afirma que muitos remédios estão ensacados para serem descartados. “ Existem vários sacos de remédios para descarte, mas não são todos aqui de dentro.
Há também aqueles que nós recolhemos nas casas no início do ano que ainda estão aqui”.O farmacêutico se refere a uma coleta feita nas casas que ocorreu no inicio do ano.
Ele diz que não teve tempo de mandar para a empresa responsável pelo descarte e acabou empilhando no depósito. Já os remédios da Secretaria são descartados por falta de prescrição médica e também pelo curto prazo de validade, entretanto, são poucos.
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