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Candidatos despreparados, pior para a população

Geral

há 13 anos


05/10/2012 15h00


Existem candidatos que não saberá o que fazer caso forem eleitos, desconhecem a função do vereador, prefeito e vice-prefeito. A afirmação é do advogado especializado em direito eleitoral e partidário, mestre em direito e estudioso do assunto, Reginaldo de Souza Vieira. Vieira explica que eleições municipais geralmente são mais tumultuadas, pois trata-se de assuntos do cotidiano das pessoas e também sobre questões próximas a realidade social delas. “ As eleições municipais possuem caráter mobilizatório muito mais forte do que nas eleições gerais. Elas estão ligadas diretamente a saúde, a escola dos seus filhos e ao buraco de rua, o que afeta diretamente a população”.Ele diz ainda que neste ano, junto com as eleições, há um fator adicional que é a aprovação da  lei da Ficha Limpa, que aumentou os prazos de inelegibilidade e consequentemente está “sacudindo”, com eleições.


O poder

 

O advogado ressalta que o desejo pelo poder sempre existiu, desde a antiguidade. A diferença está na transparência e naturalidade com que está sendo demonstrado . Segundo ele, o eleitor está mais informado, a internet torna difícil esconder o que é feito por “debaixo dos panos”. “Disputar cargos eletivos é disputar o poder, faz parte do sistema, faz parte da nossa democracia representativa. O problema é quando os fins começam a justificar os meios. Quando os candidatos fazem qualquer coisa para ganhar as eleições, inclusive condutas não éticas”. Um outro ponto que chama atenção, segundo ele, é a falta de critério das coligações, existindo algumas muitas vezes incoerentes com a concepção ideológica dos partidos políticos envolvidos. “Temos presenciado, apesar de algumas exceções, direita e esquerda juntas, situação e oposição nacionais, situação e oposição estaduais. Isto confunde a cabeça do eleitor”.


O Brasil e a democracia

 

“Estamos vivendo um maior período de democracia plena de nossa história”, afirma Reginaldo de Souza Vieira. Segundo o advogado, mesmo com as dificuldades, ainda há eleições regulares, com alternância no poder ou pelo menos a possibilidade de sua ocorrência. “Não podemos esquecer que por mais problemas que possa existir na democracia, ela      permite a participação das pessoas, e isso é melhor do que qualquer ditadura”.


O que pode e o que não pode em uma eleição municipal

 

O advogado é enfático ao afirmar que é permitido o pedido de votos no convencimento, no campo das ideias e propostas. Ele explica que não pode existir a compra de votos, a troca de favores.“O eleitor deve se perguntar por que alguns gastam em campanhas eleitorais valores que não receberão caso eleitos. Quem financia estas campanhas? Quem compra o voto, não tentará usar o mandato para ganhar dinheiro? Será que você não está recebendo o dinheiro que seria da merenda da escola, dos medicamentos da unidade de saúde, do asfalto da estrada?”.E finaliza: “Candidato corrupto, que compra votos, provavelmente será um vereador ou um prefeito corrupto”.

Fonte: Diego Colombo/ Jornal Volta Grande

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