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Adolescente desaparecida é encontrada morta em Mampituba RS ao lado de Praia Grande SC

Geral

há 8 anos


28/06/2017 15h00


Localização dos restos mortais ocorreu após um homem de 29 anos ter confessado o crime. Vítima é Aline de Oliveira Ribeiro, de 15 anos.

Após mais de seis meses de desaparecimento, a polícia localizou na terça-feira (27) a ossada de uma adolescente de 15 anos em um matagal em Mampituba, cidade de pouco mais de 3 mil habitantes no Rio Grande do Sul, na divisa com Santa Catarina. Um homem de 29 anos confessou o crime.

A vítima é Aline de Oliveira Ribeiro. Conforme o delegado Celso Alan Jaeger, o homem namorava a irmã dela e mantinha relacionamento com Aline às escondidas. O desaparecimento ocorreu no dia 20 de dezembro, quando a família foi trabalhar em uma lavoura e ela ficou sozinha na casa onde vivia.

O homem disse à polícia que, naquele dia, foi até a residência da namorada. No local, foi recebido por Aline, que teria feito ameaças a ele devido ao duplo relacionamento.

Ainda segundo relato do homem, Aline teria contado que estava grávida dele. "Ela teria ameaçado ele a ficar com ela [Aline], não com a irmã. E que iria envenenar a irmã", detalha Jaeger.

Houve uma discussão, e o homem contou que estrangulou a adolescente. Em seguida, de acordo com ele, pegou um lençol e arrastou a jovem até um matagal, distante 50 metros da casa. O lençol e as roupas dela foram enterrados, e o corpo largado no mato, ainda segundo o delegado.

Quando a família retornou para casa, o homem relatou que teria visto a adolescente na estrada. "Ele disse que ela teria ido embora, que estava viajando. Tudo para esfriar coisas", acrescenta o delegado.

Dias depois, falou que viu a adolescente pela cidade. A família começou a desconfiar e, segundo Jaeger, surgiu um boato de que o homem teria jogado a adolescente de um penhasco. "Tudo levava a crer que era ele."

 

Ossada vai passar por análise de DNA

Na terça-feira (27), o homem foi chamado para prestar depoimento na delegacia. "Primeiro ele apresentou uma versão de que teria colocado ela num carro, mas não sabia o modelo nem nada. Daí falei para ele: 'Essa história não cola, desembucha'."

Logo após, ele confessou o crime e levou os policiais até o corpo, que não estava enterrado. Familiares relataram que chegaram a sentir um cheiro forte, devido à proximidade com a casa. Entretanto, acreditavam se tratar de um animal morto.

Os restos mortais vão passar agora por uma análise de DNA. A identificação dela ocorreu após a família reconhecer o aparelho ortodôntico de Aline, ainda no crânio.

"É um caso diferente. Normalmente as mortes ocorrem por envolvimento no tráfico de drogas."

Após a confissão, o delegado pediu a prisão preventiva do homem, que acabou sendo concedida pela Justiça. Ele foi encaminhado para o Presídio Estadual de Osório e deve responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Fonte: g1 RS e foto jornal em Foco

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