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Autores de assalto milionário são brasileiros, diz ministro do Paraguai

Geral

há 8 anos


24/04/2017 15h00


O ministro do Interior do Paraguai, Lorenzo Lezcano, disse em entrevista à imprensa paraguaia que os autores do assalto à empresa de transporte de valores Prosegur, na madrugada desta segunda-feira, 24, são brasileiros. Ele se baseou no relato de uma testemunha que disse ter ouvido integrantes da quadrilha conversando em português.  A testemunha, uma mulher, foi interceptada na rua por quatro homens encapuzados e teve uma pistola apontada para a cabeça. "Vão, vão, não olhem para trás", afirmou. Segundo ela, os homens falavam em português. Além disso, conforme o ministro, os veículos usados no assalto tinham placas do Brasil. "Para nós seria a primeira vez com essas características. No ano passado, com características similares, também foi vitimada gente da Prosegur no Brasil, especialmente em Ribeirão Preto e Campinas", afirmou. Ele disse que o bando era numeroso. "Seriam entre 40 e 50 ladrões, mas a investigação ainda determinará o número exato." Lezcano afirmou que a polícia paraguaia tinha informações de que algo semelhante poderia acontecer. "Tinham a informação de que um grande assalto poderia ocorrer, mas não sabiam nem a hora, o lugar, nem o objetivo."

Cerca de 20 integrantes da quadrilha que assaltou a empresa de valores Prosegur durante a madrugada desta segunda-feira, 24, em Ciudad del Este, no Paraguai, conseguiu cruzar a fronteira e passar para o lado brasileiro por volta do meio-dia, pelo lago de Itaipu. A informação é da Polícia Federal. Os bandidos entraram em confronto com agentes do Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom) durante a travessia em direção ao Brasil, na altura do município de Itaipulândia, a 70 quilômetros de Foz do Iguaçu. Os policiais faziam patrulhamento do lago quando avistaram os assaltantes. Houve troca de tiros. A PF faz, na tarde desta segunda, buscas no lado brasileiro para tentar encontrar o bando. O patrulhamento no lago de Itaipu e Rio Paraná foi reforçado logo após o anúncio do ataque à empresa de Ciudad del Este. Segundo a polícia paraguaia, os carros usados no roubo tinham placas do Brasil e alguns deles foram abandonados na fuga, no lado do Paraguai. Os assaltantes, ainda de acordo com a polícia daquele país a partir do depoimento de testemunhas, falavam português fluentemente, sem sotaque, e eram brasileiros. Agora a polícia brasileira busca os assaltantes que atravessaram o Rio Paraná, já no Brasil.

 

O assalto

 

Ao menos 30 homens com armas de guerra invadiram o prédio da empresa de valores Prosegur, explodiram cofres e levaram US$ 40 milhões (cerca de R$ 120 milhões), na madrugada desta segunda-feira, 24, em Ciudad del Este, cidade paraguaia na fronteira com o Brasil. Segundo a imprensa do país vizinho, este pode ter sido o maior assalto da história do Paraguai. Armados com fuzis automáticos e metralhadoras ponto 50, os criminosos bloquearam ruas, incendiaram veículos e dispararam rajadas contra prédios públicos. Acuada, a polícia pediu reforços e munições. Um policial do Grupo Especial de Operações da polícia paraguaia foi atingido e morto. De acordo com a delegada Denise Duarte, que investiga o assalto, testemunhas disseram que a ação foi praticada por um "esquadrão do crime" e que os criminosos falavam em português. A suspeita é de que o assalto tenha sido praticado por grupos ligados a organizações criminosas brasileiras que disputam o controle da fronteira, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Fonte: Jornal Volta Grande - Colaboração UOL

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