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Justiça eleitoral realiza primeira prisão durante processo eleitoral
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há 9 anos
26/08/2016 15h00

Uma mulher foi presa na manhã de hoje, numa clínica de exames médicos no centro de Araranguá, em flagrante delito por crime eleitoral. A prisão - a primeira durante o processo eleitoral 2016 no Vale - teve origem na denúncia que chegou à 3ª Promotoria de Araranguá na última terça-feira, 23, quando duas testemunhas relataram ao Promotor Eleitoral, Márcio Gai Veiga o acontecido. O auto de prisão em flagrante foi lavrado hoje, por volta das 17h30.
Segundo o promotor, há três dias, as duas testemunhas procuraram a promotoria, onde relataram ter visto uma terceira pessoa receber a quantia de R$ 360 das mãos de um candidato a vereador. O Promotor explica que como aparentemente a eleitora não tinha parentesco e nenhuma ligação com o candidato, o caso chamou sua atenção: "Em época de campanha candidato pagando em dinheiro, R$ 360, é estranho", afirma Veiga, que as testemunhas afirmaram que o dinheiro seria utilizado pela eleitora para o pagamento de exames médicos: "Diante disso, pedi mandado de busca e apreensão no local onde os exames seriam feitos e também na casa do candidato, e aguardamos a eleitora chegar ao local dos exames hoje pela manhã, quando realizamos a prisão em flagrante da eleitora por corrupção eleitoral", relata.
O promotor alerta que as mudanças na lei eleitoral estão permitindo uma ação mais efetiva por parte do Ministério Público, e mostra a agilidade com que o crime foi confirmado: "Foi uma ação rápida, três dias de investigação, duas campanas, e pudemos flagrar o eleitor recebendo dádiva em troca do voto", destaca.
Para ele, houve bastante sucesso na comprovação do crime, e por isso, a ação criminal está bem embasada. Como o processo corre em segredo de Justiça e ele ainda busca elementos para reforçar a ação, o promotor preferiu não identificar os envolvidos no caso. Veiga também lamenta o fato de que, nos dias de hoje, candidatos e eleitores ainda persistem em manter a relação na compra de votos.
Segundo o promotor, há outras denúncias eleitorais sendo investigadas, todas sigilosas, e novas prisões ainda poderão surgir nestas eleições municipais 2016 na Comarca de Araranguá: "O processo está só começando, e todas as denúncias que chegam serão apuradas, seja o candidato que for, o partido que for, o eleitor que for", finalizou.
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