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“Vou lutar até o fim para ver minha filha enxergar”
Geral
há 9 anos
12/08/2016 15h00
O sonho de todo pai é ver seu filho(a) bem, saudável e feliz, mas para Robson o maior sonho dele é que sua filha Victoria possa ver seu rosto. Isso porque a menina de 4 anos, é portadora da síndrome de Moursier, que entre outros transtornos causa cegueira. Depois de muitos exames e muita batalha os pais descobriram que existe um tratamento para a menina voltar a enxergar, o mesmo é feito com células tronco, porém é realizado na Tailândia e tem o custo de 150 mil, e o mais difícil é que eles tem até final desse mês para arrecadar essa quantia, pois senão a menina perde a vaga. Como todo pai e toda mãe, Robson Luiz Constante e Catiele Carlos da Rosa estão lutando como podem para arrecadar a quantia e realizar o sonho deles de ver a filha enxergar. O pai conta que até os 3 meses de idade da menina parecia saudável, e foi ai que eles tiveram a surpresa. “Com 3 meses colocamos ela junto com a prima que era da mesma idade para fazer uma foto das duas e percebemos que a menina prestava muita atenção nas coisas e a nossa filha não, ficava com o olhinho sempre parado, e foi ali que começamos a levar ela nos médicos para ver o que ela tinha. Mas depois de tantas consultas e exames fomos receber o diagnóstico exato da síndrome somente quando ela tinha 2 anos. E agora há uns 4 meses atrás é que descobrimos esse tratamento fora do país. Pois conhecemos uma menina que está na Tailândia com esse mesmo problema e o tratamento está funcionando”. Relata Robson.
De acordo com Catiele, a mãe da menina, ela teve algumas complicações na gestação e teve que tomar alguns antibióticos que não podia, e talvez isso possa ter gerado a síndrome. “Os médicos não garantem, mas segundo eles pode ter sido por isso. Eles dizem que é algo raro no Brasil e só existem 10 casos como o dela no país” Conta.
Em busca de ajuda
“Quando soubemos o valor do tratamento começamos a fazer de tudo para arrecadar, com doações, rifas, não sabíamos por onde começar, e ai conhecemos o Silvio e a Camila que começaram a nos ajudar e nos orientar, e desde então estamos indo a eventos, organizando pedágios, qualquer possibilidade de ganhar alguma ajuda estamos junto” relata o pai de Victoria.
Segundo Camila, que é amiga do casal, eles também entraram na justiça para conseguir o valor, mas que é um longo processo que pode durar anos. “infelizmente é algo que demora, e não podemos esperar, pois se ela não embarcar até inicio de setembro , ela terá que fazer tudo novamente e isso vai gerar mais custo e muito mais tempo. E se cada um ajudar com qualquer valor que seja, vamos chegar lá” Completa Camila
O Presidente da associação, do bairro Nova Brasília Silvio Maciel Silveira também se sensibilizou com a história e está junto em busca de ajuda, de acordo com ele não tem como não se sensibilizar com a história dessa menina guerreira.
“a gente ajuda muitas famílias, e vieram até mim vendendo rifa, e me contaram a situação direitinho e ai fomos atrás de outros meios para ir em busca de mais recursos. Hoje montamos um grupo de umas 20 pessoas envolvidas indo em eventos, fazendo pedágio, e ações. Se tiver 10,00, 50,00 qualquer valor a gente busca. Não tem como não se comover, no começo a gente começava a contar a historia e não terminava porque a gente se emociona, afinal a gente esta falando da necessidade e a possibilidade de uma menina de 4 anos enxergar, e esse é o sonho dos pais. A possibilidade é muito grande e por isso vamos até o fim. Cada valor arrecadado é muito bem vindo e aumenta ainda mais a chance do tratamento” Conclui Silvio.
“Vou lutar até o fim para ver minha filha enxergar”
O pai com lágrimas no olhos se emociona ao falar da menina e do sonho de ver a filha enxergar. “O sonho de toda filha é conhecer o rosto do pai, e o sonho de todo pai é poder ver a filha bem, e eu vou lutar até o fim” Completa.
A mãe não é diferente, muito emocionada ela diz que o amor é grande demais e que ela jamais vai desistir de ver a filha enxergar e se desenvolver como qualquer outra criança.
No momento os dois estão só em função da menina, ela tem uma aposentadoria que é o que mantem os 3 enquanto eles estão em busca d
a arrecadação do valor para o tratamento. O casal mora no bairro São Pedro e estão abertos para visitas e para quem queira conhecer mais a historia dessa menina que já é uma vitoriosa.
A doença
A síndrome de Morsier, também chamada de displasia septo óptica, trata-se de um raro transtorno, caracterizado por malformações da linha média do sistema nervoso central, hipoplasia do nervo óptico e disfunção pituitária. Este raro transtorno é congênito, ou seja, resultante de um defeito de desenvolvimento embriológico, que pode estar ligado à idade materna. Estima-se que afete 1 em cada 10.000 recém-nascidos.
O quadro clínico inclui:
Quem quiser ajudar
Caixa Econômica Federal
Agencia: 2892
Operação: 013
Conta Corrente: 7114-3
Em nome de Catiele Carlos da Rosa (mãe da menina)
Fones: (48) 9862-3637 / (48) 9642-8334 (Robson, pai da menina)
E acesse a página no facebook e acompanhe toda a história dessa menina guerreira.
https://www.facebook.com/causadavivi/?fref=ts
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