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Mais que uma profissão, ser colono está no sangue
Geral
há 9 anos
25/07/2016 15h00

Adelor Nart e Mateus são pai e filho, e ambos trabalham juntos no bananal que já era dos antepassados de Adelor. Naturais de Jacinto Machado, O que os dois tem em comum além de ser pai e filho? O amor pela agricultura. Mateus é um dos poucos filhos de agricultor que pretende continuar o trabalho na agricultura. Mateus aprendeu desde criança a cultivar banana e hoje é o parceiro de trabalho do pai. Os dois cuidam sozinho de aproximadamente 13 hectares e com muito carinho, pois dá pra ver no olhar deles, o amor pelo que fazem.
"Tenho orgulho de meu filho querer seguir meus passos, trabalhar na agricultura é um trabalho digno como qualquer outro, exige ainda mais, mas nós gostamos". Conta Adelor.
O filho ainda é novo, tem hoje 20 anos mas já faz planos para o futuro. "Eu gosto de ajudar o pai, aprendi com ele e pretendo seguir o meu futuro com isso, cuidando da lavoura que era do meu avô. Já vou pegar o bananal pronto é só cultivar, mas eu gosto muito. Só acho que hoje em dia o agricultor precisa ser mais valorizado, mas mesmo assim não vou desistir" Completa Mateu
Mas o que é um colono?
Hoje dia 25 de julho é comemorado o dia do colono e motorista. Colono era o trabalhador rural estrangeiro que veio para o Brasil logo após o fim da escravidão, no fim do século XIX e início do século XX, para substituir os escravos nas lavouras, em especial as de café.
Eles trabalhavam em regime de colonato, ou seja, moravam em casas dentro da fazenda, trabalhavam nas lavouras e recebiam em troca uma parte da colheita ou então podiam cultivar para seu próprio sustento em certas partes de terra.
Eram trabalhadores livres e chegavam ao Brasil com o sonho de, com seu trabalho, comprar terras no país. Sonho este impensável na Europa de então. Mas as condições de contrato eram regulamentadas por lei e sempre beneficiavam mais os fazendeiros, que os trabalhadores. Assim, os colonos jamais liquidavam suas dívidas e continuavam dependendo do fazendeiro. Mesmo assim, muitos colonos conquistaram sua independência e até se tornaram grandes fazendeiros no país.
Hoje, no Sul do país, onde a imigração foi mais forte, a palavra ainda é usada para os trabalhadores rurais que tiram da terra seu sustento e para os descendentes dos antigos colonos.

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