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Ressocialização: 12 detentos se formam no Curso de Agente de Inspeção de Qualidade

Geral

há 10 anos


16/10/2015 15h00


A tarde de ontem foi especial para 12 detentos do Presídio Regional de Araranguá e seus familiares. Isso porque eles concluíram o Curso de Agente de Inspeção de Qualidade. A solenidade aconteceu no auditório da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Araranguá.

O Curso de Agente de Inspeção de Qualidade é resultado da parceria da Secretaria de Justiça e Cidadania, Departamento de Administração Prisional (DEAP), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e Governo Federal por meio do PRONATEC (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), que tem como objetivo cumprir com a proposta de ressocialização dentro do Sistema Prisional. “O Agente de Inspeção de Qualidade é o profissional qualificado a verificar a conformidade de processos de acordo com as normas e procedimentos técnicos de qualidade, higiene, segurança e saúde, liberar produtos e serviços e organizar o armazenamento e a movimentação de insumos, podendo atuar em indústrias, no comércio e no setor de prestação de serviços”, detalhou o professor do SENAI, Eduardo Satiro.

O gerente do Presídio, Adércio José Velter, lembrou das ações realizadas na Unidade, que objetivam a integração do detento com a sociedade. Atualmente diversos internos trabalham em empresas privadas da região, participam de trabalhos voluntários, estudam e são capacitados. “Eventos como estes vem mostrar para a sociedade que pessoas que estão nos presídios também se esforçam para mudar. Nós damos a oportunidade para todos, independente do crime que cometeu, respeitamos vocês. Hoje vocês celebram com seus familiares uma conquista e quando surgirem boas oportunidades como essa agarrem, e sejam multiplicadores desta ideia”, enfatizou.

Vida Nova

O detento Eber Costa, 25 anos, viu no curso uma oportunidade de mudar. “Iniciei na vida do crime aos 11 anos e o tráfico fez com que eu perdesse a família e amigos. Estou cumprindo pena pela terceira vez, mas resolvi mudar de vida. Faço parte de um grupo de evangelização dentro do presídio e fiz esse curso, pois não tinha profissão. Saio em 10 meses, e quero colocar em prática tudo que aprendi neste curso”, declarou.

Fonte: Jornal Volta Grande - Colaboração 22ª SDR Araranguá

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