No dia do agricultor, a rotina de um deles
Geral
há 10 anos
25/07/2015 15h00

Nova Veneza - O colono e o agricultor são lembrados todos os anos no mês de julho. Mesmo tendo suas funções confundidas, esses trabalhadores têm origens diferentes. Mas mesmo assim tem algo em comum trabalham com a terra, mas e você algum dia já parou para pensar como funciona a rotina de um agricultor? Como forma de homenagem a esses profissionais vamos contar um pouquinho sobre o dia a dia de quem depende da terra para seu sustento.
Colono era o trabalhador rural estrangeiro que veio para o Brasil no início do século XX e trabalhava em regime de colonato – morava em casas dentro da fazenda, trabalhava nas lavouras e recebia em troca uma parte da colheita ou então podia cultivar para seu próprio sustento em certas partes de terra. Já o agricultor é o homem que passou a mexer na terra com o objetivo de se alimentar, que é o que conhecemos como agricultura: a arte de cultivar a terra.
E José Carlos Semprebom é um desses trabalhadores, acorda cedo faça chuva ou faça sol, sempre disposto e fazendo aquilo que gosta. Descendente Italiano com 46 anos ele trabalha hoje com várias culturas, leite, fumo, feijão e Milho. Conta com a ajuda da esposa Ivone e do casal de filhos adolescentes que também tem participação nas tarefas de casa e da lavoura.
Segundo ele hoje uma das maiores fontes de renda é o leite. “Tenho hoje 23 vacas, tiro em média 300 litros de leite por dia e forneço para cooperativa. Há 4 anos comecei com a ordenha mecanizada devido a problema de saúde da esposa, e ai com a ordenha ficou mais fácil, fiz um investimento de 130 mil para mecanização e em menos de uma hora a ordenha está pronta. Não tenho muito estudo mas eu mesmo desenhei o projeto da ordenha” Relata o agricultor.
O dia a dia de quem lida com a terra
Acompanhei a rotina dele e confesso que não foi fácil, cada tarefa exige um horário determinado, independente do clima o que acaba muitas vezes tornando ainda mais árduo o trabalho de um agricultor. Mas José não reclama a todo momento estava com um sorriso no rosto pois segundo ele, a agricultura faz parte da história dele e ele faz com amor. “Sou agricultor desde a época da lamparina. Minha família sempre trabalhou na agricultura, ajudava minha mãe na lavoura desde pequeno. Tenho mais 3 irmãos homens e meus pais moram comigo e mesmo com idade já avançada ainda me ajudam na lavoura” Relata José
Morador da Linha São José, Nova Veneza, uma comunidade pequena de pouco mais de 30 famílias, mas com uma natureza encantadora, principalmente as 5h da manhã, horário em que começa a rotina de José.
Começa o dia com a ordenha das vacas , depois alimenta elas e da água, toma um café reforçado e depois segue pra roça de fumo, tudo isso antes das 10h da manhã por conta do sol forte principalmente no verão. Segundo ele no inverno é melhor para trabalhar pois o sol é mais fraco porém o dia não rende porque são mais curtos. “Na verdade não tenho uma rotina fixa, tudo depende da cultura da época, Mas mesmo diante das dificuldades não troco a agricultura por uma outra profissão, gosto do que eu faço e hoje também com a estrutura que temos nem tem mais como, por conta dos altos investimentos que fizemos. Mas estou satisfeito, dá pra sobreviver” Comenta.
O agricultor trabalha com 35 hectares de terra, 30 hectare de milho e 12 de feijão. E ainda cuida de 6 propriedades de milho, 3 de feijão e 20 hectare de pastagem.
José se destaca por ser organizado e anota todas as datas dos plantios, o que foi usado e o custo que teve para tais plantios. Estudou somente até a 6ª série, mas fez alguns cursos na área da agricultura e que acabam ajudando na lida com suas propriedades.
Ele alimenta os animais com uma pastagem especial , onde a semente é trazida de uma empresa do Paraná. Alunos da UFSC estão fazendo pesquisas através do leite da propriedade dele, devido ao capricho na sala de ordenha, e vacas com sanidade o que acaba refletindo na qualidade do leite.
Ao questionar se ele gosta do que faz ele não hesita e logo responde “tem que gostar, senão desanima. O bom de ter várias culturas é que tem como ir se defendendo, se acontece algum problema com uma tem a outra. Sempre fiz parte de sindicato e associação, tem que trabalhar de forma organizada mesmo sendo na agricultura. E acho que é isso que me mantém até hoje” Conclui.

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