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Em assembleia, professores decidem por manter a paralisação

Geral

há 10 anos


14/05/2015 15h00


Categoria mantém a greve, que já dura 52 dias. Secretário de Educação lamenta a decisão dos servidores. s professores da rede estadual de ensino de Santa Catarina decidiram pela continuidade da greve, durante assembleia realizada nesta quinta-feira (14). Conforme a assessoria do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sinte/SC), os professores não aceitaram a proposta do governo, afirmando não terem garantias de que o termo de negociação será cumprido com o encerramento da paralisação. A assembleia ocorreu no Centro de Eventos Petry, em Biguaçu, e contou com a participação de aproximadamente dois mil servidores. A greve já dura 52 dias. Os servidores avaliam que o Executivo estadual pouco avançou nas reivindicações que motivaram a greve, entre elas a descompactação da tabela, o piso da categoria e a incorporação da regência de classe. Logo após o encontro, por volta das 18h, os integrantes do movimento grevista bloquearam a BR 101 por cerca de dez minutos em forma de protesto, o que causou congestionamento na rodovia. Um boneco representando o secretário de Educação do Estado, Eduardo Deschamps foi queimado pelos manifestantes. Ainda na noite desta quinta-feira (14), o comando de greve deverá se reunir para decidir quais os próximos passos da greve, com a elaboração de um calendário prevendo ações de mobilização. Secretaria de Educação O secretário estadual de Educação, Eduardo Deschamps, disse à Agência Adjori que lamenta profundamente a decisão dos professores em manter a greve. O secretário avalia que o governo atendeu as demandas do sindicato, demonstrando flexibilidade nas negociações com a categoria. “Para que a greve pudesse ser encerrada, a secretaria não criou nenhum tipo de restrição nas negociações que poderiam ser feitas inclusive a respeito da própria carreira”, disse ele. Outro fator de preocupação apontado por Deschamps é de que a manutenção da greve está gerando prejuízos para um determinado grupo de alunos. Conforme dados da Secretaria, o movimento grevista atinge apenas cerca de 10% das escolas. Negociações De acordo com o secretário de Educação, dos quatro itens reivindicados pelo sindicato para o término da greve, dois teriam sido atendidos. Na avaliação de Deschamps, o governo acabou fazendo concessões para além do que estava previsto inicialmente, principalmente no que diz respeito à anistia das faltas originadas em movimentos grevistas ou paralisações dos servidores do magistério, nos anos de 2012 a 2014. Já os outros dois pontos, considerados mais complexos e relacionados à carreira, seriam discutidos num prazo de 30 dias prorrogáveis por mais 30. Deschamps revelou que a decisão tomada na assembleia da categoria surpreendeu a equipe de governo, e afirmou que nesta sexta-feira (15) deverá ocorrer uma reunião para tratar sobre os próximos passos. “Vamos avaliar esse cenário e decidir quais medidas iremos tomar para garantir principalmente a redução dos prejuízos para aqueles alunos que estão sendo atingidos pela paralisação”, disse o secretário.
Fonte: Adjori

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