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Detidos em operação do Gaeco são levados ao presídio, entre eles o proprietário da Criciúma Construções
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há 10 anos
24/04/2015 15h00

Os três detidos pela operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Criciúma, que apura práticas criminosas na administração da Criciúma Construções, foram encaminhados ao Presídio Santa Augusta na noite de ontem. O sócio-proprietário da Criciúma Construções, Rogério Cizeski, o diretor financeiro da empresa, Ramon Geremias, e um dos proprietários do Martins Supermercados, Amilton Martins, saíram por volta das 21h, da sede do Gaeco, na Rua Constante Casagrande, e seguiram para a unidade prisional. A reportagem esteve in loco na sede do Gaeco e presenciou a chegada dos agentes do Grupo, que acabavam de retornar do Presídio Santa Augusta, e confirmaram a entrada dos três que tiveram mandados de prisão preventiva decretados.
A operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Criciúma cumpriu três mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão na manhã de ontem, em Criciúma. A ação realizada ontem é, conforme o Gaeco, continuação às investigações iniciadas em maio de 2014 para apurar práticas criminosas na administração da Criciúma Construções Ltda.
O Gaeco de Criciúma contou com o apoio das unidades de Lages, Itajaí e Florianópolis para cumprir os mandados de busca e apreensão em cinco residências em Criciúma, um supermercado de Criciúma, uma empresa em Morro da Fumaça, e na sede da construtora em Içara, divisa com Criciúma. Todos os mandados foram deferidos pela Juíza da 1ª Vara Criminal de Criciúma.
As investigações até o momento realizadas indicam a prática de diversas infrações penais, dentre elas venda de apartamentos sem a prévia incorporação imobiliária, estelionato, parcelamento irregular do solo urbano, falsidade ideológica, fraude processual, ocultação de bens provenientes de infração penal e crimes falimentares.
A reportagem entrou em contato com o advogado de Rogério Cizeski, Albert Zilli dos Santos, que se limitou a dizer que primeiramente irá se inteirar do processo para, posteriormente, se manifestar. Também no final da noite de ontem o advogado reforçou a informação de que o proprietário da construtora não havia sido liberado pela polícia.
A reportagem também tentou por várias vezes durante o dia de ontem conversar com o delegado do Gaeco em Criciúma, Airton Ferreira, porém sem sucesso. O delegado Danilo Bandeira Valdetaro afirmou que os envolvidos permaneceriam na sede do Gaeco até por volta das 19h até que fossem encerrados os procedimentos e que na sequência o destino seria o presídio. Ainda por volta das 22 horas, a reportagem tentou novo contato com o diretor do Presídio Santa Augusta, Jovino Zanelato, porém a autoridade disse que informações só seriam repassadas hoje.
Para advogado dos credores prisões trarão esclarecimentos
Para o advogado da Associação dos Credores, Marcos Rinaldo Fernandes, que responde pela Associação Geral dos Credores da Criciúma Construções, as prisões e apreensões ocorridas são um passo importante para esclarecer o que acontece com a construtora nos últimos anos. “É uma luz no fim do túnel para os credores que foram lesados”, coloca o advogado.
“Da Criciúma Construções nós não esperávamos mais nada e neste momento com essas prisões dos diretores da empresa isso vem a confortar primeiramente aqueles que sentiam que a impunidade está vista na cidade e região e vem de certa forma como falei dar uma luz no fim do túnel. Entendo que vem a adiantar o processo agora que muita coisa pode vir a ser esclarecida, inclusive em cada empreendimento, que com os esclarecimentos que sejam feitos seja possível que as associações possam tocar as suas obras indistintamente uma das outras”, acrescenta Fernandes.
Conforme ele, na tarde de hoje acontece uma reunião com a superintendência da Caixa Econômica Federal aonde se terá um encaminhamento para a conclusão do Condomínio Residencial Jardim dos Lírios. “O Residencial Dolário dos Santos também foi resolvido, do restante a uma anestesia geral das obras”, reforça o advogado.
Entenda o caso
Em maio de 2014, o Ministério Público (MP) instaurou inquérito civil e procedimento investigatório criminal para apurar atos em tese ilícitos praticados na administração de grande empresa de construção civil que, na época, estava inadimplente com 8,8 mil consumidores de várias regiões de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul, uma vez que os empreendimentos lançados e comercializados por ela estavam todos atrasados ou paralisados.
A partir dessa apuração, o Ministério Público ajuizou 28 ações civis públicas visando proteger os direitos dos milhares de consumidores lesados. Dessas ações, 17 foram ajuizadas na Comarca de Criciúma, uma em Forquilhinha, duas em Chapecó, sete em Jaraguá do Sul e uma em Joinville.
Paralelamente à atuação na área cível, o Ministério Público deflagrou investigação criminal para apurar a responsabilidade dos dirigentes da empresa em relação às várias práticas ilícitas descobertas, o que ensejou a deflagração da operação nesta manhã.
Mesmo com a operação de ontem, as investigações continuam visando identificar outras pessoas envolvidas no esquema criminoso. Para proteger a investigação o Ministério Público não fornecerá mais detalhes sobre a operação.
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