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Cidasc alerta para caso de raiva bovina no interior de Jacinto Machado

Geral

há 1 ano


30/06/2024 08h45 - Atualizado em 30/06/2024 08h45


O médico veterinário responsável pela área animal da CIDASC/Jacinto Machado, Jonilson Lopes de Aguiar, alerta sobre um caso de raiva bovina registrado na Linha Pinheirinho do Meio, no interior de Jacinto Machado. Em uma entrevista ele explica os cuidados que se precisa ter e quais procedimentos tomar a partir dos sintomas apresentados. Confira: 

 

 

 

- Onde foi registrado o caso de raiva bovina? como chegaram até o diagnóstico? 

 

Jailson:  Linha Pinheirinho do meio.  Produtor entrou em contato conosco pela manhã do dia 03/06 relatando que havia morrido um animal na madrugada e relatou os sintomas, os quais eram compatíveis com síndrome neurológica. A partir daí, gerou uma demanda de atendimento pelo serviço veterinário oficial, feito pela CIDASC.

 

 

 

- É comum na região? no Estado? 

 

Jailson:  Existem regiões no estado de SC que a RAIVA é endêmica, ou seja, é recorrente e regionalizada, se manifestando com frequência, mas num padrão estável. A região sul de SC é uma das regiões do estado onde a raiva está mais presente. Os municípios da região dos costões são mais suscetíveis pelo fato de ter muitas furnas (na maioria, inacessíveis) e mata nativa, locais de abrigo em abundância para os morcegos hematófagos

 

 

 

- Como se identifica um caso de raiva bovina? quais os procedimentos a tomar? 

Jailson:  A raiva em herbívoros se manifesta numa forma paralisante, ou seja, o animal inicia com um andar cambaleante, q vai se agravando (começa a paralisar os membros), fica em decúbito ventral (de peito) e logo a seguir, lateral (deita de lado), com pedaleios e muita salivação (pela paralisia da inervação da deglutição, não consegue engolir a saliva nem alimentos nem água), levando a morte do animal de 5 a 10 dias após início destes sinais clínicos. Animais herbívoros não ficam agressivos. Porém, em carnívoros (cães e gatos), a doença manifesta-se de forma agressiva. Quando a pessoa notar estes sintomas no animal, deve isolar o animal dos demais e imediatamente avisar a CIDASC para que possamos ir até a propriedade verificar a suspeita de raiva e repassar as devidas orientações. Devido a raiva ser uma zoonose, nas suspeitas de raiva, nosso protocolo é de notificar a Secretaria de saúde do município para que iniciem o atendimento às pessoas que mantiveram contato com o animal. Após a CIDASC chegar na propriedade e confirmar a suspeita, coleta-se material para amostra (cérebro, cerebelo e medula espinhal) para diagnóstico final, sem custo pra quem notificou.

 

 

 

- É algo contagioso? que pode se espalhar? quais medidas devem ser tomadas?

 

 Jailson:  A raiva é causada por um vírus, que tem predileção pelo sistema nervoso, é uma doença infecciosa fatal para animais (exceto aves) e humanos, sem cura e que causa uma encefalite fatal (inflamação no cérebro). É transmitida pela mordida do morcego hematófago (morcegos-vampiros). Lembrando que nem sempre os morcegos estão contaminados com o vírus e que somente 3 espécies se alimentam de sangue. A principal via de transmissão é pela mordida de morcegos hematófago contaminado e secreções de animais contaminados. A medida principal é a prevenção pela vacina anti-rábica, aplicada nos animais já citados.

 

 

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- O que causa no animal? ele precisa ser sacrificado? ou existe tratamento? 

 

Jailson:  O animal vai a óbito naturalmente, sem necessitar sacrificar. Caso seja sacrificado, fica prejudicado o diagnóstico laboratorial e pelo médico veterinário da Cidasc. Por isso a importância de, em caso de sintomas já relacionados, notificar imediatamente à Cidasc para que se possa chegar a um diagnóstico, pois caso o animal morra e não se tenha conhecimento, as pessoas que entraram em contato com o animal estarão correndo risco de morte. Pelo fato de não haver Tratamento, só a vacinação antirrábica previne perdas de animais, bem como acidentes mais graves com pessoas.

 

 

 

E sobre nossas atividades pós diagnóstico são as seguintes:

 

-Comunicar o resultado positivo para raiva na região

-Verificar se houve vacinação dos herbívoros.

-Verificar se há animais espoliados.

-Verificar se há animais com sinais clínicos neurológicos

-Inquirir sobre óbitos pretéritos com sintomas compatíveis.

-Repassar informações sobre a raiva e a saúde pública.

-Inquirir sobre a presença de abrigos na propriedade e cercanias.

-Alertar sobre a importância e obrigatoriedade da notificação da suspeita de raiva.

-Informar sobre como e onde notificar.

No caso de Jacinto Machado,  realizaremos visitações de propriedades num raio de 3km ao redor do foco ou mais, num total aproximado de 60 a 80 propriedades.

A cidasc,  após um diagnóstico positivo de raiva,  realiza as seguintes atividades,  num raio de no mínimo 1km de distância do local do foco ou de algum abrigo conhecido de morcego hematofago:

 

Importante também salientar os contatos para notificações em caso de suspeita de raiva: 48 991545477 (WhatsApp funcional), 48 35290188 e 48 35290189 ou pelo link sistemasweb4.agricultura.gov.br

Fonte: Da Redação - Mariane Rodrigues

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