Mãe : Principio de tudo e sinônimo de amor
Geral
há 11 anos
11/05/2014 15h00
Uma mãe verdadeira
Michele de Souza Felisberto Fernandes de 35 anos, casada há 18 anos, descobriu em 2006 que não poderia ser mãe e resolveu adotar duas crianças: Kauan e Nicole, sendo que os dois são irmãos e moravam em uma casa Lar em Chapecó. “quando decidi adotar, fui atrás da documentação deixei tudo pronto pois achei que seria rápido” Conta
Depois de 2 anos de espera o esposo de Michele sofreu um acidente impedindo a jovem de realizar o sonho de ser mãe, pois ela teria que cuidar da saúde do esposo. Foi então em 2011 que ela desistiu de vez da adoção, mas em Setembro do mesmo ano, a responsável pela adoção do Fórum ligou pedindo que ela fosse até o Fórum para conversar sobre o caso. “Chegando lá eles falaram que se tratava de um menino de 3 anos e meio, pois eu coloquei que queria adotar de 0 a 5 anos, porque o amor é igual indiferente da idade. Ai meu esposo me incentivou a irmos tentar. Ai perguntamos onde era, em Chapecó. Sem dinheiro, com a casa em reforma, fomos em busca do nosso filho” Relata.
Segundo Michele ao chegar na casa lar o menino sem conhecê-la já sabia que seria adotado. “Na hora que o Kauan me viu ele não sabia que eu era a mãe dele e nem eu sabia que ele era o meu filho. A gente não tinha se visto ainda, ele olhou para a menina do orfanato, e disse arruma a minha mochila, minha mãe veio me buscar, na hora cai no choro. Na hora eu trouxe ele. Só que nesse tempo a irmã dele tinha sido destituída, mas não do poder familiar ainda. Na hora que ela viu eu trazendo o Kauan ela perguntou, mãe tu não vai me levar embora porque eu não tenho olho azul? Porque na cabeça dela eu já era mãe dela, e me enchia de perguntas mãe tu não vai me levar porque eu sou mais velha? Porque na época ela tinha 5 anos. E foi muito difícil trazer o Kauan e deixar a Nicole. Mas expliquei que traria o Kauan porque já estava tudo certo, mas que eu voltaria pra buscar ela” Conta a mãe.
De acordo com Michele foi um ano maravilhoso mas ela não havia desistido da Menina e foi então no dia 15 de novembro de 2013 que ela recebeu a ligação. “Me ligaram perguntando se eu ia querer a Nicole, na hora comecei a chorar, eu disse na hora que queria, e ia dar um jeito de ir buscar a minha filha. Eram 600km mais eu ia dar um jeito pois eram 12h de viagem, e bastante gasto” Relatou.
A auxiliar de limpeza disse que a hora que a menina viu ela chegando e disse, “tu veio me buscar mãe, cumprisse a tua promessa e viesse me buscar. Ela começou chorar, e na sala onde estávamos tinha uma santinha, Nossa Senhora Aparecida, e ela olhou pra santinha se benzeu, jogou um beijo e disse muito obrigada santinha, eu não quero mais nada de Natal” Relata a mãe emocionada.
Ela conta ainda que precisa lidar com os preconceitos diariamente mas que não liga pois o amor de mãe é o mesmo “Todo mundo questiona, se não é difícil e eu digo que não, porque eles são meus filhos, obvio eu deixo de castigo como toda mãe, eu chamo atenção como toda mãe, mais eu também dou carinho e amor como toda mãe” conta.
Michele relata que há 18 anos casada sentia falta de um filho, e que depois que conseguiu a guarda dos dois a vida dela mudou completamente. “É bom demais acordar de manhã com um bom dia dos teus filhos, eu vivi 18 anos sem isso e essas pequenas coisas me fazem muito bem.Em momento nenhum eu me arrependo, E quando eu vou nos lugares as pessoas dizem olha os filhos adotivos da Michele, e porque citar o adotivos eles são meus filhos. O DNA fala muito, mais carinho de Pai e Mãe também conta muito, mesmo que adotivos.Isso eu ainda tenho que trabalhar na cabeça dos meus filhos, porque eles não gostam de que falem que são adotados. Por ser adotiva é menos mãe?” Comenta.
Ela finaliza ainda deixando um recadinho para as mães que não podem ter filhos.
“Em 18 anos que não fui mãe eu chorava todo dia das mães, eu pensava porque Deus não me dá um filho, queria tanto. Em relação a adoção é tu se deixar ser amada. Não é somente tu amar, eles vão te amar que vai suprir tudo que você pode imaginar, a adoção te dá esse prazer. E as mães que não podem mesmo ter filhos, a adoção é esperança, amor e fé, porque essas três palavras é que te levam a acreditar, e Deus te dá um presente, eu por exemplo queria um e ganhei dois, se puder adotem, é um amor sem explicação, um amor que tu não consegue viver sem, ah mais é diferente do que sair da tua barriga, não é. Porque tu espera a mesma coisa, tu vive a mesma coisa e vive igual, pra mim como mãe não tem diferença”. Finaliza
Recomendadas
Outras Notícias
Mais lidas do Mês
Utilizamos cookies para sua melhor experiência em nosso website. Ao continuar nesta navegação, consideramos que você aceita esta utilização.
Ok Política de Privacidade
(48) 3535-1256
Rua Silvio Boff, 348 Bairro Paraguai
Jacinto Machado/SC - CEP: 88950-000
Copyright 1996 á 2026 - Todos os direitos reservados - Jornal Volta Grande