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Com 9 catarinenses, Brasil quer terminar no Top 5 do quadro de medalhas nas Paralimpíadas 2024
Esportes
Com 9 catarinenses, Brasil quer terminar no Top 5 do quadro de medalhas nas Paralimpíadas 2024
Esportes
há 1 ano
01/09/2024 11h19 - Atualizado em 01/09/2024 12h04

Até o dia 8 de setembro, Paris segue como capital mundial do esporte. O Brasil chega com a 280 atletas para a edição 2024, sendo 255 esportistas com deficiência, 19 atletas guia (sendo 18 do atletismo e 1 do triatlo), três calheiros da bocha, dois goleiros do futebol de cegos e um timoneiro do remo. Os atletas do país estarão em disputas de 20 das 22 modalidades.
O Brasil tem 373 medalhas conquistadas, em 11 edições. A melhor campanha do Brasil nos Jogos foi a última, em Tóquio 2020, ocasião em que a delegação brasileira ficou na sétima posição, com 22 ouros, 20 pratas e 30 bronzes – 72 no total. O objetivo agora é fazer ainda melhor, terminando entre os cinco melhores no quadro de medalhas.
Experiência paralímpica
O Meu Esporte Podcast conversou com três integrantes da delegação do atletismo durante da França. A oportunidade de fazer história ao lado de um irmão. Esse é o sonho que os irmãos Kesley e Kétyla Teodoro compartilham nos Jogos Paralímpicos 2024. Eles competem nas provas de 100 metros e 400 metros rasos, respectivamente.
Ambos têm a doença de Stargardt, uma enfermidade genética que afeta a retina. Por isso, Kétyla corre com seu atleta-guia Rodrigo Chieregatto. “Eu fui apresentada ao esporte quando estava no ensino médio, quando um professor de educação física procurou por pessoas com deficiência, me encontrou e me apresentou ao atletismo. Meu irmão até brinca que éramos alunos de arquibancada,” explicou Kétyla.
“Nós temos olhos vivos, e as pessoas acham que estamos vendo porque, às vezes, estamos olhando na direção da pessoa, mas não estamos enxergando. Por isso, evitávamos participar das aulas de educação física e de atividades que geravam risco para nós. Esse treinador fez o convite para irmos a São Paulo, e a nossa mãe perguntou se poderia levar o Kesley, que foi junto e despontou muito rápido”, acrescentou a corredora.
Conforme Kesley, ele precisou conciliar o esporte com o trabalho por ter iniciado mais tarde, aos 19 anos. “Eu comecei no esporte mais velho. Em 2013, já fomos disputar a regional para conseguir vaga no nacional. O esporte profissional chegou para a gente em 2016, quando fui convocado para o Rio nos 100 metros, e a Kétyla veio dois anos depois. Desde então, são 8 anos de seleção brasileira, essa é a terceira Paralimpíada, 3 Mundiais, e a Kétyla também tem várias competições internacionais.”
Já Rodrigo Chieregatto destacou que chegou a tentar o futebol de base antes de ingressar no atletismo. “Aos 16 anos, fiz um teste no atletismo e comecei uma carreira. Aos 18 anos, tive a oportunidade de estudar e ganhar uma bolsa na universidade. Nesse meio, havia muitos atletas com deficiência visual, e lá comecei a ser auxiliar técnico e atleta-guia.”
“Aos 20 anos, tive a oportunidade de ir ao Comitê Paralímpico Brasileiro, onde começou minha carreira profissional como atleta-guia, que perdura até hoje. Eu costumo dizer que não me tornei, mas nasci guia. Só que tive que passar por muitas coisas, me encontrar e trabalhar com o propósito e o objetivo que tenho hoje, que é realizar o sonho dos irmãos aqui,” completou
Relação entre atleta e atleta-guia
Os irmãos competem na mesma categoria, a categoria T12 (na qual a capacidade de visão é restrita a um raio de menos de 5 graus e/ou a capacidade de reconhecer um objeto em movimento a uma distância de 1 metro), onde é opcional ter ou não um guia no momento da prova.
No dia a dia dos treinos, ambos contam com o apoio de atletas-guias como Rodrigo, que acompanha Kétyla há 7 anos. Ao Meu Esporte Podcast, Kesley explicou por que optou por competir por conta própria. "A Kétyla corre uma prova que tem curva, os 400 metros. No meu caso, a prova é só os 100 metros rasos. Eu tenho o auxílio do guia, ele aquece comigo lado a lado, assim como a Kétyla e o Rodrigo."
Além disso, Kétyla explicou que precisa estar em completa sintonia com o guia Rodrigo dentro da pista para alinhar a estratégia com o que está acontecendo no momento da disputa. “Durante a prova dos 400m, ele vai narrando o que está acontecendo para que eu me situe, para saber se há como atacar a prova e o que devemos fazer para conquistar o resultado”.
“Somos uma família, e é assim que estamos caminhando rumo ao pódio. Já temos medalhas de Mundial e de Pan-Americano. Só falta a medalha paralímpica. E nós trabalhamos muito para que ela venha,” finalizou em entrevista ao Meu Esporte Podcast.
Catarinenses em Paris 2024
Todos os atletas catarinenses já se encontram na capital francesa para o início das competições e o estado também está representado por diversos outros nomes que integram cargos de comissão técnica na delegação brasileira em Paris.
Vale lembrar que a criciumense Bruna Alexandre se tornou a primeira atleta brasileira apta a defender o Brasil nos Jogos Paralímpicos e Olímpicos no mesmo ciclo.
Ela, que foi submetida à amputação do braço direito por consequência de uma trombose, esteve presente em quatro dos oito pódios brasileiros na modalidade antes dos Jogos de Paris — três pratas e cinco bronzes. Já em solo parisiense, ela e Danielle Rauen garantiram uma medalha de bronze em dupla.
.Confira a lista completa dos representantes catarinenses

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