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Excesso de produção derruba preço da pitaya e produtor doa fruta para o gado em Jacinto Machado

Agro Noticias

há 19 dias


16/02/2026 18h05 - Atualizado em 16/02/2026 18h14


Jacinto Machado- A crise no campo também atinge a fruticultura. Em Jacinto Machado, no Sul catarinense, o produtor Anoir Tomazi, da comunidade de Pinheirinho Baixo, enfrenta um cenário preocupante nesta safra de pitaya: grande volume colhido, pouca procura e preço baixo na venda ao produtor.

 

Segundo Anoir, a safra foi positiva tanto em qualidade quanto em quantidade. A lavoura respondeu bem, as frutas apresentaram bom padrão e excelente aparência. O problema surgiu na hora de comercializar.

 

“Produzimos bem, mas não temos para quem vender. O preço não compensa”, relata o agricultor.

 

Sem estrutura para armazenar e diante da dificuldade de escoamento, ele afirma que está destinando parte da produção aos animais para evitar perdas maiores. A situação é desanimadora. “Desse jeito, não dá para continuar plantando. É prejuízo”, lamenta.

 

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Preço alto ao consumidor

 

Enquanto no interior sobra fruta, no litoral o cenário é diferente. O Jornal Volta Grande visitou um mercado em Itapema, uma das praias mais movimentadas do Estado, e encontrou a pitaya sendo vendida por mais de R$ 11,00 o quilo no fim de semana. Nesta semana, o valor caiu para R$ 8,99 — ainda considerado elevado por muitos consumidores.

 

A diferença entre o valor pago ao produtor e o preço final nas prateleiras chama a atenção e levanta questionamentos sobre a cadeia de comercialização. Será que não tem gente ganhando de mais e dai não sobra para quem planta.

 

Falta de integração

 

O caso evidencia um problema recorrente na agricultura: o descompasso entre produção e mercado. Sem canais diretos de venda, contratos fixos ou organização coletiva mais estruturada, o pequeno produtor acaba dependente de intermediários e sujeito às oscilações da demanda.

 

O resultado é um paradoxo: no campo, fruta sendo descartada; na cidade, preço alto que dificulta o consumo.

 

A situação reforça a necessidade de alternativas, venda direta ao consumidor e agregação de valor por meio do processamento da fruta.

 

Enquanto isso, produtores como Anoir Tomazi seguem enfrentando incertezas e prejuízos, mesmo após uma safra considerada produtiva.

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