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El Nino segue até meados de 2024 e pode prejudicar a agricultura
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há 2 anos
20/10/2023 08h30 - Atualizado em 20/10/2023 09h17

Segundo o relatório de outubro da Administração Norte Americana de Oceano e Atmosfera (NOAA), a tendência é de que o El Niño continue influenciando o clima em todo o globo até meados de março/abril de 2024.
No Brasil, o fenômeno terá pico de intensidade no trimestre de novembro a janeiro deste ano, continuando a diminuir as chuvas no Matopiba e provocando chuvas volumosas na região Sul. Também traz temperaturas acima da média em todo o país, agravando a situação de risco de focos de incêndio no centro-norte.
As lavouras de primeira safra, como milho e soja, devem ser impactadas pelas condições climáticas em todas as regiões.
No Sul, o alto volume de chuvas atrasa os trabalhos em campo, desacelerando a semeadura e impedindo o manejo e tratamento fitossanitário. A alta nebulosidade afeta o fotoperíodo, prejudicando o desenvolvimento inicial das lavouras recém-implantadas.
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No Sudeste, a situação é um pouco mais tranquila, pois as chuvas estão retornando à região. Porém o interior de São Paulo e Minas Gerais precisam de bons volumes de precipitação, porque o solo ainda se encontra muito ressecado, principalmente no norte mineiro.
No Centro-Oeste, as chuvas estão voltando devagar, porém de forma pouco volumosa. Modelos indicam que no próximo trimestre haverá chuva abaixo da média na região, com temperaturas máximas ainda na casa dos 40 ºC, o que prejudica a reposição da boa umidade no solo para garantir um bom ciclo inicial.
No Nordeste, a ausência de chuvas deve continuar, pelo menos, até dezembro de 2023, o que agrava ainda mais a situação de seca na região. Produtores que almejam começar a semeadura em sequeiro em outubro e novembro devem ficar atentos a essa condição, pois, com o El Niño em curso, a tendência é de as temperaturas se manterem elevadas com chuvas abaixo da média durante o período chuvoso na região.
No Norte, o baixo volume de chuva deve continuar até o fim de outubro, tendendo a continuar assim até dezembro de 2023, o que agrava principalmente a situação de solo mais ressecado no Tocantins, centro-sul do Pará e leste do Amazonas.
Em todas as regiões, espera-se temperaturas elevadas, chegando a 40 ºC constantemente, potencializando o risco de focos de incêndio e agravando a situação de seca e baixo nível dos rios.
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