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Está no sangue da gente ser agricultor

Agro Noticias

há 2 anos


28/07/2023 09h35


Hoje, Dia 28 de julho, celebramos o Dia do Agricultor e nada melhor para comemorar a data do que conhecer a história de um casal que sempre trabalhou na agricultura.

 

Meleiro - É com essa frase que o casal Agenor José Pasini de 66 anos e Mirle Bortolotto Pasini de 56 anos define sua história como agricultores. Moradores da Comunidade Novo Paraíso no interior de Meleiro, Agenor conta que desde que nasceu já se tornou agricultor. “Meus Pais eram agricultores e permaneço ainda na lida mais hoje já com os filhos tocando a parte da lavoura. Hoje já estou mais na retaguarda. Cuidando mais das burocracias”, conta ele sorrindo.

 

Já a esposa conta que foram épocas difíceis, mas que eles têm orgulho de tudo que passaram e conquistaram ao longo dos anos juntos. E que hoje serve como lição para os filhos e netos. “Eu sempre digo pros filhos ergam as mãos pro céu porque antigamente pra trabalhar na lavoura era muito difícil, era tudo braçal. Casei com 17 anos, foi um choque, porque lá a gente trabalhava em terra plana, mas quando casei vim pro Meleiro e era tudo morro, então foi bem difícil. Mas sempre agradeci a Deus porque a gente tinha no que trabalhar, enquanto muitas pessoas não tinham. Digo para os filhos, hoje estão todos com maquinários então nem podem reclamar. Porque a vida do agricultor no passado era muito mais difícil. Mas eu amo morar aqui, e está no sangue da gente ser agricultor” relembra Mirle.

 

Natural de São Bento Baixo, ela conta que eram 7 filhas mulheres.  E todas ajudavam na lavoura. “Hoje ser Esposa e agricultora está mais fácil. Eu comecei a trabalhar com 7 anos de idade, tenho na lembrança como se fosse hoje, meu pai dizendo assim: Vocês pegam uma cada lado do carreiro do fumo. Mas mesmo diante das dificuldades sempre gostei de trabalhar na roça”, destaca ela sorrindo. 

 

“Infância pesada, uma época muito difícil”

 

“Quando meu pai veio pra cá era só mato, nós trabalhávamos com fumo e aos poucos a gente foi adquirindo alguma coisa. Com muito sacrifício, porque pra comprar 1 hectare de terra levava 4 a 5 anos para pagar. Mas com o passar dos anos fomos trabalhando e estendendo. Desde os 9 anos eu já cortava arroz de joelhos com ceguete o dia todo. Pra ir pra escola era 7 km a pé e não tínhamos nenhuma falta. Trabalhava com fumo e arroz. Depois minhas irmãs casaram, fiquei sozinho, colhia fumo sozinho. Passou uns 2 anos eu casei e minha esposa passou a ser meu braço direito. Adquirimos tudo junto. Minha esposa também sempre trabalhou na agricultura. Tocamos estufa de fumo por 35 anos”, completa o agricultor.

 

A esposa já acostumada em trabalhar na lavoura cota que virou o braço direito do marido. “Eu era o peão dele, trabalhávamos dia e noite. Era tudo no pescoço do boi. Mas sempre pensava que o trabalho engrandece o homem, e foi muito gratificante porque foi uma escola tudo que a gente viveu, porque hoje temos histórias para contar para nossos netos. Era tudo braçal. Não tinha maquinário, depois é que veio a tobata. Mas mesmo diante das dificuldades nunca deixamos de gostar de trabalhar na agricultura. Foi sofrido, mas foi uma lição de vida que ficou” conclui.

 

“A gente produz e não sabe por quanto vai vender”

 

Ele conta ainda que em 2004 foram para o Rio Grande do Sul plantar arroz lá, onde ficaram 6 anos, mas ai sofreram com enchentes e então vieram embora. “E resolvemos então investir e expandir por aqui. Hoje temos até uma área meio grande pra plantar, mas graças a Deus foi uma coisa que deu certo e seguimos dando certo.

 

Além da história ele fala das expectativas e das melhorias que eles sonham que um dia o agricultor possa ter. “Esse ano vamos plantar 140 hectare de arroz. Ano passado plantamos 185 hectares. Ano passado produzimos bem e esse ano também esperamos colher bem, só o clima que está meio trocado, mas vamos à luta. Todo trabalho tem dificuldade, mas hoje para os agricultores é a falta da politica de preços do que ele está produzindo. A gente produz e não sabe por quanto vai vender.”, finaliza Agenor.  

Fonte: Da Redação - Mariane Rodrigues

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